Atendimento humano, seguro de verdade
Chiare & Mendes
Dúvidas7 min de leitura

Quanto custa o seguro residencial — e por que é o seguro mais barato que você vai ter

Nas nossas cotações, de R$ 40 a R$ 400 por mês, conforme o imóvel, as coberturas e o limite. E a conta que mostra por que limite baixo sai caro no sinistro.

Ver o preço do seu seguro agora →
Felipe Servignini MendesPublicado em · atualizado em
capa do artigo

O seguro residencial custa de R$ 40 a R$ 400 por mês nas cotações que a gente faz no dia a dia, conforme o imóvel, o que tem dentro, as coberturas e o limite de cada uma. Existe plano mais barato: o Porto Residencial Essencial começa em 12x de R$ 29,90, segundo a Porto, porque é um produto de entrada, com limites menores. E é o limite, mais do que a parcela, que decide se o seguro resolveu no dia do sinistro.

Quanto custa, por tipo de imóvel

Preço médio não existe, porque cada apólice segura uma coisa diferente. O que dá para dizer é onde cada perfil costuma cair dentro da faixa:

Onde cada perfil costuma ficar na faixa de R$ 40 a R$ 400 por mês
PerfilO que costuma estar na apóliceOnde fica na faixa
Apartamento ou imóvel alugadoConteúdo e responsabilidade civil, sem a estruturaPerto do piso
Casa própriaEstrutura, vendaval e granizo, danos elétricos e rouboNo meio
Casa grande ou de alto padrãoLimites altos e itens de valor declaradosPerto do teto
Faixa das cotações da Chiare & Mendes em 2026, arredondada. Não é tabela de seguradora: o número do seu imóvel sai da cotação.

O que faz o preço subir ou descer

O que pesa no preço do seguro residencial
O queComo pesa
Valor em riscoÉ o limite que você declara: o custo de reconstruir a casa, sem o terreno, e o de recomprar o que está dentro. Quanto maior, maior o prêmio.
Coberturas escolhidasIncêndio é a básica e obrigatória. Vendaval, danos elétricos, roubo, responsabilidade civil, vidros e aluguel somam ao preço; cada uma tem prêmio e limite próprios na apólice.
Limite de cada coberturaDanos elétricos de R$ 5 mil custa menos que de R$ 20 mil. Na Porto, dá para aumentar ou reduzir durante a vigência, com cobrança ou devolução proporcional.
Tipo de imóvel e construçãoCasa paga mais que apartamento: telhado exposto e mais risco de roubo. Construção fora da alvenaria muda a aceitação, e alguns produtos nem aceitam.
EndereçoO CEP pesa pela frequência de roubo e de sinistros da região.
SegurançaAlarme monitorado, câmeras e portaria podem baratear a parte de roubo. Não é exigência.
A participação do segurado (POS) não está nesta tabela de propósito: ela não é o preço da apólice, é o que você paga quando usa. Está mais abaixo.

E o seguro de R$ 29,90 por mês?

É o Porto Residencial Essencial, a partir de 12x de R$ 29,90, pago só no cartão. Ele traz a cobertura básica de incêndio, a Multiproteção, que junta vendaval e granizo, danos elétricos, quebra de vidros, roubo e furto qualificado e perda ou pagamento de aluguel, e a cobertura de danos a terceiros. Na tabela de planos que a Porto publicou em 2025, a Multiproteção vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil e os danos a terceiros, de R$ 10 mil a R$ 30 mil, conforme o plano. Por isso ele começa abaixo da faixa das cotações completas: o preço acompanha o limite.

Pelas condições gerais, ele só aceita residência habitual, casa ou apartamento construído todo em alvenaria e com telhado incombustível. Ficam de fora casa de veraneio, de madeira, chácara, sítio, imóvel desocupado ou em reforma; entre os bens, celular, notebook, joias e placa solar. Não tem cobertura de alagamento. E não há reintegração: o que um sinistro usa do limite não volta até a renovação.

Limite baixo sai caro no sinistro

O seguro residencial é contratado a primeiro risco absoluto — é assim nas condições gerais da Porto, da Allianz e da Mapfre. Quer dizer que a seguradora paga o prejuízo até o limite da cobertura, sem rateio, e o que passar fica com você. Um sinistro real de vendaval: num temporal de novembro, o vento arrancou parte do telhado, o forro de gesso cedeu e a chuva molhou guarda-roupa, colchão e a TV do quarto. Prejuízo: R$ 62.904,88. Veja o mesmo temporal com três limites:

O temporal de novembro com três limites de vendaval
Limite de R$ 5 milLimite de R$ 30 milLimite de R$ 80 mil
PrejuízoR$ 62.904,88R$ 62.904,88R$ 62.904,88
POS (10%, mínimo R$ 500)R$ 6.290,49R$ 6.290,49R$ 6.290,49
A seguradora pagaR$ 5.000,00R$ 30.000,00R$ 56.614,39
Fica com a famíliaR$ 57.904,88R$ 32.904,88R$ 6.290,49
R$ 5 mil e R$ 30 mil são o menor e o maior limite de Multiproteção na tabela de planos do Porto Essencial publicada em 2025; R$ 80 mil é um exemplo de limite de vendaval em produto mais completo. POS de 10% do prejuízo com mínimo de R$ 500, a regra que a Porto informa para a Multiproteção.

No incêndio, o limite precisa ser a casa inteira

Outro caso real: um curto no ar-condicionado do quarto, às 3 da manhã. A família saiu a tempo; o fogo, a fumaça e a água dos bombeiros fizeram o resto. Reconstrução e reparos: R$ 354.214,98. Móveis, roupas e aparelhos: R$ 104.581,44. Ao todo, R$ 458.796,42. No Porto Essencial, a cobertura de incêndio não tem participação do segurado — a Porto informa que ela só existe na Multiproteção. Então a conta depende só do limite:

O incêndio real com dois limites de incêndio (exemplo)
Limite de R$ 300 milLimite de R$ 460 mil
PrejuízoR$ 458.796,42R$ 458.796,42
A seguradora pagaR$ 300.000,00R$ 458.796,42
Fica com a famíliaR$ 158.796,42R$ 0,00
Limites de exemplo, para mostrar a conta. Os valores do caso são o prejuízo levantado; na apuração, a seguradora usa orçamento de reconstrução para a casa e aplica depreciação por idade aos bens.

O valor certo da casa é o custo de reconstruir, não o preço de venda: terreno, fundações e alicerces nem entram na cobertura, pelas condições gerais da Porto. E no conteúdo, conte com a depreciação: na tabela da Porto, eletrodoméstico com até 1 ano não perde nada; com até 2 anos, perde 20%; com até 4, 30%.

A POS: o preço que só aparece no sinistro

A participação obrigatória do segurado, ou POS, é a “franquia” do seguro da casa. Não é cobrada todo mês; é descontada de cada sinistro. Com a regra de 10% do prejuízo e mínimo de R$ 500, três sinistros reais ficam assim:

A mesma POS em três sinistros reais
SinistroPrejuízoPOSA seguradora pagaFica com você
A luz voltou com pico: geladeira, ar-condicionado e motor do portãoR$ 2.900,00R$ 500,00R$ 2.400,00R$ 500,00
Arrombamento na viagem do feriado: bens com nota ou fotoR$ 14.000,00R$ 1.400,00R$ 12.600,00R$ 1.400,00
Temporal de novembro, com limite de R$ 80 milR$ 62.904,88R$ 6.290,49R$ 56.614,39R$ 6.290,49
Considerando limite suficiente em cada cobertura. No arrombamento, as joias levadas não tinham nota nem foto: ficaram fora da conta. No Porto Essencial, joias e notebook não são cobertos. Prejuízo de até R$ 500 não gera indenização com essa regra.

Existe “taxa inicial” de R$ 1.500?

Essa pergunta aparece entre as buscas que trazem gente a esta página. No seguro residencial, o que se paga é o prêmio: o preço da apólice, num valor único, à vista ou parcelado. A contratação só vale depois que a proposta é transmitida e aceita pela seguradora, que dá um protocolo com data e hora. R$ 1.500 por ano dá R$ 125 por mês, dentro da faixa. Agora, se alguém pediu R$ 1.500 “de entrada” sem uma proposta da seguradora em seu nome, desconfie e confira o registro do corretor no site da SUSEP antes de pagar.

Como chegar ao seu número

  • Estime quanto custaria reconstruir a casa, sem o terreno, e recomprar o que está dentro.
  • Escolha as coberturas pelo que acontece na sua região: em Dourados, vendaval e danos elétricos são as que mais acionam.
  • Compare o limite de cada cobertura com um sinistro real, como os desta página, e não só com a parcela.
  • Leia a POS e as exclusões de cada cobertura antes de fechar.
  • Peça a cotação com dois limites, para ver quanto custa a diferença.

Perguntas frequentes

Não existe um valor médio que sirva para todo imóvel. Nas cotações que a Chiare & Mendes faz em 2026, o seguro residencial fica entre R$ 40 e R$ 400 por mês: apartamento ou imóvel alugado, com conteúdo e responsabilidade civil, perto do piso; casa própria com estrutura, vendaval, danos elétricos e roubo, no meio; casa grande com limites altos, perto do teto.

Ver todas as dúvidas respondidas →

Felipe Servignini Mendes
Sócio-fundador da Chiare & Mendes Corretora de Seguros

Corretor de seguros e sócio-fundador da Chiare & Mendes, corretora habilitada pela SUSEP (202030976) em Dourados/MS, que atende todo o Brasil. Escreve sobre as dúvidas que chegam todos os dias no atendimento. Conteúdo informativo — não substitui a leitura das condições gerais da apólice nem orientação profissional individual.

Quanto fica o seguro da sua casa?

Responda algumas perguntas sobre o imóvel e veja na hora os três pacotes da Allianz para o seu endereço, com as coberturas e as parcelas. Em cerca de 1 minuto, sem precisar falar com ninguém.