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Seguro residencial · Dourados-MS

Seguro residencial: o que acontece com a sua casa quando o imprevisto chega

A casa é, para a maioria das famílias, o maior patrimônio que existe — e o único que ninguém consegue reconstruir do bolso. O seguro residencial é o que paga o telhado depois do temporal, a geladeira depois da queda de luz e a casa inteira depois de um incêndio. Nesta página, vamos falar sobre o que cada cobertura faz, com um caso exemplo de utilização de cada uma.

As quatro coberturas principais

O que o seguro protege — e como ele responde quando acontece

Cobertura no papel não diz muito. O que diz é o que acontece no dia em que você precisa. Um caso para cada uma, do jeito que a corretora vê chegar.

01

Incêndio, raio e explosão

A casa inteira e tudo o que está dentro. É a cobertura básica, a única obrigatória, e a que evita o prejuízo que ninguém consegue pagar do bolso.

O caso

O curto no ar-condicionado, às 3 da manhã

Um curto no split do quarto do casal começa um incêndio. A família sai a tempo. O fogo consome o quarto e o corredor; a fumaça e a água dos bombeiros estragam o resto: forro, pintura, sofá, colchões, roupas, eletrodomésticos.

Reconstrução e reparos: R$ 354.214,98. Móveis, roupas e aparelhos: R$ 104.581,44.

Como a apólice responde

A cobertura de incêndio paga a reconstrução e a reposição do conteúdo, até o limite contratado. Com a cobertura de perda de aluguel, paga também a casa onde a família mora enquanto a obra acontece. Em geral não há participação do segurado nesta cobertura.

O que saber antes

O valor segurado precisa ser o que custaria reconstruir a casa e recomprar o que está dentro — não o valor de venda do imóvel, nem um número baixo para pagar menos. É sobre ele que tudo é calculado.

02

Vendaval, granizo e fumaça

O telhado, o forro e o que a chuva estraga depois que o vento abre a casa. É a cobertura que mais aciona em Dourados, de outubro a março.

O caso

O temporal de novembro

Uma tempestade com rajadas fortes arranca parte do telhado. A chuva entra pelo vão, o forro de gesso cede e molha guarda-roupa, colchão e a TV do quarto.

Telhado, forro, pintura e móveis: R$ 62.904,88.

Como a apólice responde

A cobertura de vendaval paga o telhado, o forro e os bens atingidos pela chuva que entrou — menos a participação do segurado, explicada mais abaixo (Franquia/P.O.S).

O que saber antes

Para a seguradora, vendaval tem definição: vento de 54 km/h ou mais, pela regra da SUSEP. Ventania abaixo disso não aciona a cobertura, e é o registro meteorológico do dia que comprova. E vendaval não é alagamento: a água que entra pelo telhado aberto está coberta; a que sobe pelo chão ou transborda da rua é outra cobertura, a de inundação, que nem toda seguradora oferece.

03

Danos elétricos

Os aparelhos da casa contra o que a rede elétrica faz com eles: curto-circuito, sobrecarga, variação de tensão e a luz que cai e volta.

O caso

A luz voltou e levou três aparelhos

Depois de duas horas sem energia no bairro, a luz volta com um pico de tensão. A geladeira não liga mais, o ar-condicionado da sala queimou a placa e o motor do portão eletrônico parou.

Conserto dos três, com laudo da assistência técnica: R$ 2.900.

Como a apólice responde

A cobertura de danos elétricos paga o conserto — ou a troca, quando consertar não compensa — até o limite contratado, menos a participação do segurado. Com laudo claro, é um dos sinistros mais rápidos: muitas vezes é aprovado por foto.

O que saber antes

O laudo da assistência técnica dizendo que a causa foi elétrica é o documento que decide. Não jogue o aparelho fora nem conserte antes de falar com a corretora.

04

Roubo e furto qualificado

O que está dentro da casa, quando alguém entra à força: eletrônicos, eletrodomésticos, móveis, roupas, bicicleta guardada.

O caso

A viagem do feriado

A família viaja quatro dias. Na volta, a porta dos fundos está arrombada. Levaram duas TVs, o notebook, um videogame, ferramentas e uma caixa de joias.

Bens com nota ou foto: R$ 14 mil. Joias sem nenhuma comprovação: valor desconhecido.

Como a apólice responde

Com o boletim de ocorrência e a lista do que foi levado, a cobertura de roubo indeniza os bens comprovados, menos a participação do segurado, e paga o conserto da porta arrombada. As joias sem nota nem declaração entram num limite genérico baixo, ou ficam de fora.

O que saber antes

Precisa haver arrombamento, escalada ou ameaça: furto simples, sem sinal de violação, normalmente não está coberto. E item de valor — joia, relógio, câmera, instrumento — precisa ser declarado na contratação.

Casos ilustrativos, com valores arredondados. Os limites e as condições de cada cobertura são os da sua apólice.

Participação do segurado

POS: a parte do prejuízo que fica com você — e por que ela importa

POS é a Participação Obrigatória do Segurado: a parte de cada prejuízo que você assume antes de a seguradora pagar o resto. Ela aparece em coberturas como vendaval, danos elétricos e roubo. Na cobertura de incêndio, em geral, não existe.

Ela não é um valor fixo. É um percentual do prejuízo, com um mínimo. Na apólice vem escrito assim: “10% dos prejuízos, com mínimo de R$ 500”. Isso quer dizer que você paga 10% do prejuízo — mas nunca menos que R$ 500. É esse mínimo que muda tudo nos sinistros pequenos.

O temporal de novembro, na ponta do lápis

Prejuízo apurado (telhado, forro, móveis)R$ 62.904,88
POS da cobertura de vendaval10%, mínimo R$ 500
Sua participação (10% do prejuízo)− R$ 6.290,49
Limite contratado para vendavalR$ 80.000
A seguradora pagaR$ 56.614,39

Exemplo com POS de 10% e mínimo de R$ 500, numa cobertura com limite de R$ 80.000. Cada apólice traz a POS e o limite de cada cobertura.

A mesma POS, em quatro tamanhos de prejuízo

É aqui que a POS mostra o que faz. Mesma apólice, mesma cobertura, quatro tempestades diferentes:

O que aconteceuPrejuízoFica com vocêA seguradora paga
Meia dúzia de telhas quebradasR$ 400R$ 400R$ 0
Parte do telhado e o forro de um quartoR$ 3.000R$ 500R$ 2.500
O temporal de novembro, do exemplo acimaR$ 62.904,88R$ 6.290,49R$ 56.614,39
Telhado inteiro, forro e três cômodosR$ 110.000R$ 30.000R$ 80.000

Prejuízo pequeno: o seguro não entra

Seis telhas quebradas, R$ 400. Fica abaixo do mínimo de R$ 500, então a conta é sua. O seguro residencial não existe para o conserto pequeno — existe para o que desorganiza a vida.

Prejuízo médio: vale o mínimo, não o percentual

Em R$ 3.000, 10% seriam R$ 300 — menos que o mínimo. Então a sua parte é R$ 500 e a seguradora paga R$ 2.500. É a faixa em que a POS pesa mais, proporcionalmente.

Prejuízo grande: vale o percentual

Em R$ 62.904,88, você fica com R$ 6.290,49 e a seguradora com R$ 56.614,39. É para este caso que o seguro foi feito: a sua parte é uma fração do que seria sem ele.

Prejuízo acima do limite: quem manda é o limite

Em R$ 110.000, a seguradora paga até o limite contratado, R$ 80.000, e os R$ 30.000 restantes ficam com você. Aqui o problema não foi a POS: foi o limite baixo para o tamanho da casa. É o erro mais caro de uma apólice — e o mais fácil de evitar na contratação.

O que olhar na apólice: cada cobertura tem a sua POS e o seu limite, e os dois números estão na primeira página. POS menor e limite maior custam um pouco mais no seguro e fazem muita diferença no sinistro. Antes de fechar, a gente mostra os dois números de cada cobertura e o que muda se mexer em cada um.

O que completa a proteção

As quatro de cima cuidam da casa e do que está dentro. Estas cuidam do que acontece em volta.

Responsabilidade civil familiar

O que você, alguém da família ou o seu cachorro causa a terceiros: o vazamento que estragou o apartamento de baixo, o portão que bateu no carro do vizinho.

Perda ou pagamento de aluguel

A casa onde você mora enquanto a sua é reconstruída depois de um sinistro coberto — ou o aluguel que você deixa de receber, se o imóvel é alugado.

Quebra de vidros

Janelas, portas de vidro, box do banheiro e tampos, quebrados por acidente.

Assistência 24 horas

A assistência é uma comodidade — o seguro é outra coisa

Toda apólice residencial vem com um plano de assistência, do mais simples ao mais completo. São serviços para o dia a dia da casa, prestados por profissionais da rede da seguradora:

Emergência

Chaveiro, encanador, eletricista, vidraceiro, desentupimento e cobertura provisória do telhado.

Manutenção

Reparo de eletrodomésticos da linha branca, do portão automático, troca de lâmpadas, limpeza de ralos e sifões, avaliação elétrica e hidráulica.

Instalação e prevenção

Nos planos mais completos: instalação de ventilador, luminária, fechadura e cortina, limpeza de caixa d’água e de ar-condicionado, dedetização.

O que pouca gente lê: os limites

É útil, mas não é ilimitado — e convém saber disso antes de precisar.

Número de utilizações

Cada grupo de serviços tem um número máximo de acionamentos por ano de apólice. Acabou, só na renovação.

Valor por atendimento

A assistência cobre a mão de obra até um teto por visita. O que passar disso é por sua conta.

Peças e material

Em geral não entram. A assistência manda o profissional; a peça trocada, você paga.

O que cada plano inclui

O básico cobre a emergência; instalação e prevenção só existem nos planos mais completos.

Prazo de atendimento

Depende da rede de prestadores da região e da demanda do dia. Depois de uma tempestade, quando todo mundo liga ao mesmo tempo, demora.

Não escolha o seguro pela assistência. Ela resolve a torneira e a fechadura. O que o seguro existe para resolver é o telhado de R$ 62.904,88 e a casa de R$ 354.214,98 — a proteção do patrimônio. A assistência vem junto, como comodidade; os serviços, os limites e as condições de cada plano estão nas condições da apólice, e a gente mostra antes de você fechar.

O que normalmente não cobre — para não descobrir no sinistro

Alagamento e inundação por chuva, na maioria das apólices: só com a cobertura específica, que nem toda seguradora oferece e depende do endereço.

Furto simples, sem arrombamento nem ameaça, e desaparecimento sem sinal de violação.

Desgaste, infiltração antiga, umidade, cupim e defeito de construção.

Aparelho queimado por falta de manutenção ou uso indevido, e o dano elétrico sem a cobertura opcional contratada.

Bens de valor sem comprovação: joias, coleções e obras de arte precisam de cláusula própria e de nota ou laudo.

Imóvel desocupado por mais de 30 dias seguidos, em várias seguradoras, salvo aviso e aceitação prévia.

Cada seguradora escreve as exclusões nas condições gerais. Na conversa a gente aponta as que importam para o seu imóvel.

Casa, apartamento ou aluguel: a proteção muda

Casa própriaEstrutura e conteúdo na mesma apólice. É onde vendaval, granizo e dano elétrico pesam mais — telhado exposto e rede elétrica própria.O que muda: A cobertura básica de incêndio é obrigatória em toda apólice; o que faz diferença em Dourados são as opcionais de vendaval e granizo e de danos elétricos. Casa de alvenaria com laje ou telha cerâmica é o risco padrão; madeira ou cobertura de zinco mudam a aceitação e o preço.
ApartamentoO seguro do condomínio cobre a área comum. O interior da sua unidade e os seus bens são responsabilidade sua.O que muda: Risco menor de vendaval e roubo com arrombamento, por isso costuma ser o mais barato. O que mais aciona é vazamento que atinge o vizinho de baixo — a cobertura de responsabilidade civil familiar resolve isso, e a maioria não contrata.
Imóvel alugado (inquilino)O seguro do proprietário, quando existe, protege a estrutura dele. Seus móveis, eletrônicos e a responsabilidade pelo uso são seus.O que muda: A apólice é de conteúdo e responsabilidade civil, sem a estrutura, e por isso custa menos. Muitos contratos de aluguel exigem seguro incêndio em nome do inquilino; a apólice residencial completa atende a exigência e ainda cobre o que é seu.
Proteger a sua casa

Conta pra gente como é o seu imóvel

Casa ou apartamento, próprio ou alugado, e o bairro. A gente entende o que você tem, monta a proteção com as coberturas que fazem sentido para o seu caso e explica cada uma — limite e participação — antes de você decidir. Sem compromisso.

ou chamar no WhatsApp

Usamos seu nome e WhatsApp só para responder a este pedido. Nada de lista de e-mail.

E quanto custa?

De R$ 40 a R$ 400 por mês, da proteção enxuta de um apartamento à apólice completa de uma casa grande. O valor depende do tamanho do imóvel, do que tem dentro e das coberturas e limites escolhidos — por isso ele vem depois da conversa, e não antes. Primeiro a gente acerta a proteção; o preço é consequência dela.

Aconteceu: o que fazer, em ordem

Segurança primeiro

Fio caído, cheiro de gás, telhado solto: afaste as pessoas e desligue o disjuntor ou o registro antes de qualquer foto.

Fotografe antes de arrumar

O dano como ficou, de longe e de perto. Depois de limpar, a seguradora só tem a sua palavra. Guarde as peças danificadas até a vistoria.

Boletim de ocorrência, quando é roubo

Obrigatório em roubo e furto. Em MS dá para registrar pela Delegacia Virtual no mesmo dia. Sem B.O. não há indenização.

Faça só o reparo de emergência

O que for preciso para o dano não aumentar: lona no telhado, registro fechado, porta escorada. Guarde as notas — esse gasto entra no sinistro. O conserto definitivo espera a autorização da seguradora.

Avise a corretora

A gente abre e acompanha o sinistro, organiza os documentos e briga por prazo. WhatsApp com as fotos e, se houver, o B.O.

Orçamento, vistoria, pagamento

Dois orçamentos do reparo ou o laudo da assistência técnica. A seguradora vistoria, presencial ou por foto, aprova e paga em até 30 dias depois de completa a documentação.

Perguntas de quem está pensando em contratar

De R$ 40 a R$ 400 por mês. Um apartamento ou imóvel alugado, com cobertura de conteúdo e responsabilidade civil, fica perto do piso dessa faixa; uma casa própria com a estrutura segurada, vendaval, danos elétricos e roubo fica no meio; casa grande ou de alto padrão, com limites altos e itens de valor declarados, chega ao teto. O que decide é o valor declarado da estrutura e do conteúdo, as coberturas e os limites escolhidos e o CEP. O número exato sai depois de uma conversa sobre o imóvel.

Ver todas as dúvidas respondidas →

Quem responde por este seguro

Conteúdo revisado por Ian Chiare Teixeira, corretor responsável técnico (SUSEP 202030976) · atualizado em

IC
Ian Chiare Teixeira
Corretor Responsável Técnico

Responsável técnico pela operação da corretora. É quem responde tecnicamente pelas apólices intermediadas pela Chiare & Mendes.

Registro SUSEP202030976
CNPJ37.063.239/0001-10
Corretora desde5 de maio de 2020
SedeR. Hilda Bergo Duarte, 850 – sala 02
Vila Planalto · Dourados/MS

Corretora de seguros é atividade regulada pela SUSEP. Você pode consultar o registro no site da Superintendência de Seguros Privados. As condições, os limites e as exclusões de cada cobertura constam nas condições gerais da apólice.

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