Subvenção do seguro rural: o governo paga parte, mas não promete
O PSR existe desde 2003 e paga uma fatia do prêmio do seguro agrícola. Já fechamos apólices com ele. Também já vimos produtor ficar sem porque chegou tarde. As duas coisas estão nesta página.
Quanto o governo paga
Historicamente, entre 20% e 40% do prêmio, conforme a cultura e o ano. Culturas prioritárias ganham percentual maior, e há um teto anual por produtor. Os números de cada ano saem numa resolução do Comitê Gestor do Seguro Rural — o de 2026 a gente confere na cotação, não aqui.
Base legal: Lei nº 10.823, de 19 de dezembro de 2003. Programa no Ministério da Agricultura.
Na prática, com 30% de subvenção, um prêmio de R$ 170 por hectare vira R$ 119. Numa lavoura de 300 hectares, são R$ 15 mil que o governo paga. A conta inteira está na página de soja.
Como funciona — você não pede nada
A confusão mais comum é achar que existe um pedido ao governo. Não existe. O caminho é este:
Você cota e fecha o seguro
Com uma seguradora habilitada no programa — as com que a gente trabalha em lavoura são. A lavoura precisa estar dentro do Zarc e o seu CPF ou CNPJ sem restrição junto ao governo federal.
A seguradora submete a apólice ao Ministério
É ela que pede a subvenção, pelo sistema do MAPA. O produtor não protocola nada, não preenche formulário do governo, não entra em fila por conta própria.
O Ministério aprova, se houver verba
A verba do ano é liberada em lotes. Se o lote ainda tem saldo para a sua cultura e o seu limite anual não foi atingido, a apólice é contemplada.
A subvenção vem descontada do prêmio
Você paga a diferença. Se a subvenção não sair — porque a verba acabou —, o seguro continua valendo e o prêmio integral é devido. Por isso a apólice já nasce com essa condição escrita.
Por que ninguém pode garantir a subvenção
A verba do PSR é anual, vem do orçamento federal, e é liberada em lotes ao longo do ano. Em anos apertados ela acaba antes do fim da safra. Quem submete a apólice depois disso não é contemplado — e o seguro continua valendo com o prêmio cheio.
Duas consequências práticas. A primeira: fechar cedo. Quem contrata soja em agosto ou setembro tem mais chance de pegar verba do que quem contrata em outubro. A segunda: desconfiar de quem promete. Corretora que garante subvenção está garantindo o que é do governo. A gente orienta, submete pela seguradora certa e acompanha — mas quem decide é o Ministério, e no prazo dele.
O que dá para garantir é o que depende de você: lavoura dentro do Zarc, cadastro sem restrição, e a apólice submetida no primeiro lote possível.
O que o programa exige
Precisa ter
- Seguradora habilitada no programa
- Lavoura plantada dentro da janela do Zarc do município
- CPF ou CNPJ sem restrição junto ao governo federal
- Cultura contemplada no plano do ano
- Limite anual por produtor ainda não atingido
Não entra
- Lavoura fora do Zarc, mesmo por dias
- A mesma lavoura já coberta pelo Proagro
- Máquinas, benfeitorias e penhor — o PSR é para o risco da produção
- Apólice submetida depois de esgotada a verba do ano
Cultura, área e município
A gente cota nas seguradoras habilitadas, devolve o prêmio com e sem PSR, e submete no primeiro lote. O que depende de você a gente confere junto; o que depende do governo a gente acompanha.

Perguntas sobre o PSR
O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, criado pela Lei nº 10.823/2003. O governo federal paga parte do prêmio do seguro rural do produtor — historicamente entre 20% e 40%, conforme a cultura e o ano — para tornar o seguro mais barato e a agricultura menos dependente de socorro depois da quebra. A verba é anual, definida no orçamento, e acaba.
Você não pede. A subvenção é solicitada pela seguradora habilitada no programa, no momento em que ela emite a sua apólice. O produtor precisa estar em dia com o CPF ou CNPJ junto ao governo federal, sem restrições, e a lavoura precisa estar dentro do Zarc. O resto é com a seguradora e com o Ministério — e é por isso que faz diferença fechar com quem já opera o programa.
Depende da cultura e do ano. A cada ano o Comitê Gestor do Seguro Rural publica os percentuais e os limites: culturas prioritárias ganham subvenção maior, e há um teto anual por produtor. Historicamente a faixa fica entre 20% e 40% do prêmio. O número de 2026 está na resolução do ano, e a gente confere na cotação.
Não. Ela depende de haver verba disponível quando a sua apólice chega ao Ministério, e a verba é liberada por lote ao longo do ano. Em anos de orçamento apertado ela acaba antes do fim da safra. Por isso ninguém pode prometer subvenção — a gente orienta, submete e acompanha, mas quem decide é o governo. Já fechamos apólices com subvenção e já vimos produtor ficar sem porque chegou tarde.
Não dá para dizer, e desconfie de quem disser. A apólice é emitida e a seguradora submete ao programa; a aprovação segue o ritmo de liberação de verba do Ministério, que varia de ano para ano e de lote para lote. O produtor sabe que foi contemplado quando a subvenção aparece no prêmio a pagar.
Na mesma lavoura, não: o produtor escolhe uma das duas proteções para cada empreendimento financiado. Mas nada impede ter Proagro numa lavoura e seguro subvencionado em outra. E o seguro de máquinas, benfeitorias e penhor não têm relação com o Proagro — podem ser contratados normalmente.
Quem responde por isto
Responsável técnico pela operação da corretora. É quem responde tecnicamente pelas apólices intermediadas pela Chiare & Mendes.
Vila Planalto · Dourados/MS
Corretora de seguros é atividade regulada pela SUSEP. Você pode consultar o registro no site da Superintendência de Seguros Privados. As condições, os limites e as exclusões de cada cobertura constam nas condições gerais da apólice.
Quer saber se a sua lavoura entra?
Manda cultura, área e município. A gente confere o Zarc e diz se cabe no programa deste ano — antes de você gastar tempo cotando.