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Lavoura

Seguro agrícola: o que ele cobre, e o que a seguradora usa para não pagar

É o seguro da safra. Indeniza a queda de produtividade causada por clima — e só por clima. Entender as regras antes de plantar é a diferença entre receber e discutir.

Como funciona, em quatro conceitos

Multirrisco. A apólice mais contratada no Brasil e a que os bancos aceitam para custeio. Cobre vários eventos climáticos de uma vez. A alternativa, de risco nomeado, cobre um só — granizo, por exemplo — e custa menos por cobrir menos.

Custeio ou faturamento. No custeio, o que está garantido é o que você gastou para plantar. No faturamento, é a receita esperada, o que traz o preço para dentro da conta. Soja aqui é quase sempre custeio; faturamento existe, custa mais e nem toda seguradora oferece.

Nível de cobertura. A apólice garante 60% ou 70% da produtividade esperada do município. A indenização só começa quando a colheita fica abaixo desse nível. Nível maior paga mais cedo e custa mais.

LMI. Limite máximo de indenização: área × custeio por hectare × nível de cobertura. É o teto. A indenização real é a perda que a perícia apurar, dentro dele.

O que entra e o que fica de fora

Eventos cobertos no multirrisco

  • Seca e veranico
  • Granizo
  • Geada
  • Vendaval e tromba d’água
  • Chuva excessiva e inundação
  • Incêndio e raio
  • Variação excessiva de temperatura

O que nunca está coberto

  • Queda de preço da commodity (no custeio)
  • Praga e doença, salvo cobertura específica
  • Erro de manejo e falta de tratos culturais
  • Lavoura plantada fora da janela do Zarc
  • Perda abaixo do nível de cobertura contratado

Os seis motivos pelos quais a seguradora não paga

Escrevemos isto porque é o que vemos no sinistro. Cada um destes é evitável antes do plantio — e nenhum é evitável depois da perícia.

Plantio fora da janela do Zarc

O zoneamento agrícola de risco climático define, por município e por tipo de solo, quando cada cultura pode ser plantada. Fora dessa janela a seguradora não aceita o risco — e o PSR também não subvenciona.

Produtividade acima do nível garantido

A apólice garante 60% ou 70% da produtividade esperada. Se a lavoura colheu 65% e o nível contratado era 60%, não há perda indenizável — mesmo que o produtor tenha perdido dinheiro.

Falta de tratos culturais

Adubação, controle de pragas e de plantas daninhas dentro do recomendado. A perícia olha o talhão inteiro; lavoura mal conduzida perde a cobertura mesmo que a seca tenha vindo.

Semente sem certificação ou fora da recomendação

Cultivar não indicada para o zoneamento do município, ou semente sem origem comprovada, é motivo de recusa na vistoria.

Aviso de sinistro fora do prazo

A apólice dá um prazo para avisar — normalmente poucos dias após o evento, e sempre antes da colheita. Colher antes da perícia é perder a prova.

Evento que não está na apólice

Queda de preço da commodity nunca é coberta no custeio. Praga e doença só entram em coberturas específicas, e quase nunca no multirrisco padrão.

Como a perda é apurada

Aconteceu o evento, você avisa a seguradora no prazo da apólice — normalmente poucos dias, e sempre antes de colher. Ela manda um perito ao talhão. O perito amostra a lavoura, confirma que a causa foi o evento coberto e mede a produtividade obtida contra a garantida. A diferença, dentro do LMI, é a indenização.

O que decide o valor é a amostragem. Por isso a lavoura precisa estar bem conduzida no talhão inteiro: o perito olha o que a seca fez, e também o que o manejo deixou de fazer. E por isso colher antes da perícia é perder a prova — sem lavoura em pé não há o que medir.

Por cultura: o que muda

A regra é a mesma; a janela, a subvenção e o sinistro típico mudam. Cada cultura tem a sua página.

Cotação

Cultura, área e município

É o que a seguradora precisa para dizer a taxa. Com o custeio por hectare, a gente devolve o LMI e o prêmio — com e sem subvenção.

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Seguradoras com que colocamos lavoura
Allianz
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Perguntas sobre seguro agrícola

É a modalidade que cobre a perda de produtividade da lavoura causada por vários eventos climáticos numa apólice só: seca, granizo, geada, vendaval, chuva excessiva, incêndio e raio. É o seguro agrícola mais contratado no Brasil e o que os bancos aceitam para custeio. A alternativa é a apólice de risco nomeado — só granizo, por exemplo — que é mais barata e cobre menos.

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Quem responde por este seguro

IC
Ian Chiare Teixeira
Corretor Responsável Técnico

Responsável técnico pela operação da corretora. É quem responde tecnicamente pelas apólices intermediadas pela Chiare & Mendes.

Registro SUSEP202030976
CNPJ37.063.239/0001-10
Corretora desde5 de maio de 2020
SedeR. Hilda Bergo Duarte, 850 – sala 02
Vila Planalto · Dourados/MS

Corretora de seguros é atividade regulada pela SUSEP. Você pode consultar o registro no site da Superintendência de Seguros Privados. As condições, os limites e as exclusões de cada cobertura constam nas condições gerais da apólice.

Sua lavoura ainda não foi plantada?

Então ainda dá tempo. Manda a cultura, a área e o município que a gente confere o Zarc e cota.