Seguro de moto: quem aceita, o que cobre e por que roubo e furto costuma ser a resposta
Segurar moto é mais difícil do que segurar carro, e a gente prefere dizer isso antes da cotação. O que existe, o que não existe, e como a corretora acha a apólice que cabe.
A resposta curta
Poucas seguradoras cotam moto, e o roubo é o sinistro que manda. Por isso a apólice mais comum é roubo e furto com danos a terceiros: cobre o desaparecimento da moto e o que você causa aos outros, por uma fração da compreensiva. A compreensiva (que inclui batida) existe para algumas motos e custa, proporcionalmente, mais que a de um carro.
As duas apólices que existem
Roubo e furto + terceiros
- Roubo, furto e incêndio da moto
- Danos materiais e corporais a terceiros
- Aceitação ampla: CG, Biz, Fan, Titan, Bros, PCX, NMAX…
- Rastreador, quando você já tem, dá desconto em algumas seguradoras
- Não cobre a sua queda nem a sua batida
Compreensiva
- Tudo da anterior mais colisão e queda
- Aceita em poucas seguradoras e para poucas motos (ano, cilindrada, uso)
- Franquia alta em relação ao valor da moto
- Faz sentido em moto nova ou de alto valor, uso particular
- Uso comercial (entrega, aplicativo) é recusado
Modelo, ano, cilindrada e onde dorme
A gente cota nas sete seguradoras que aceitam moto e devolve o que cada uma cobre — e o que recusou, com o motivo.


Perguntas de quem tem moto
Porque o roubo de moto é o sinistro mais frequente do mercado, e a moto vale pouco frente ao risco. Várias seguradoras não cotam; as que cotam costumam oferecer só roubo e furto, com franquia alta. Compreensiva existe para poucas motos e custa proporcionalmente mais que a de um carro.
Na maioria dos casos é a única apólice que cabe — e é a que resolve o prejuízo mais provável. Custa uma fração da compreensiva. Adicionar danos a terceiros (RCF) é barato e cobre o que você causa aos outros, que numa moto é o risco de vida financeira.
Porto Seguro, Suhai, Azul, Mapfre, HDI, Allianz e Tokio Marine, com regras diferentes de aceitação por cilindrada, ano e uso. A gente cota nas que aceitam a sua moto e mostra o que cada uma cobre.
Uso comercial por aplicativo é recusado pela maioria das seguradoras e não é um risco com que a gente trabalha. A apólice particular não cobre esse uso — declarar errado é negativa certa no sinistro.
Não, por padrão. Acessórios e equipamentos precisam ser declarados e, em algumas seguradoras, têm cobertura própria com limite. Capacete quase nunca entra.
Quem responde por este seguro
Conteúdo revisado por Ian Chiare Teixeira, corretor responsável técnico (SUSEP 202030976) · atualizado em
Responsável técnico pela operação da corretora. É quem responde tecnicamente pelas apólices intermediadas pela Chiare & Mendes.
Vila Planalto · Dourados/MS
Corretora de seguros é atividade regulada pela SUSEP. Você pode consultar o registro no site da Superintendência de Seguros Privados. As condições, os limites e as exclusões de cada cobertura constam nas condições gerais da apólice.
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Quem responde já diz na hora se a sua moto tem compreensiva ou só roubo e furto.