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Seguro de frota: todos os veículos da empresa numa apólice só

Da assistência técnica com seis caminhonetes à transportadora com quarenta carretas, a frota é o seguro que a corretora mais emite para empresa. Uma renovação, uma fatura, veículo que entra e sai por endosso, e alguém do seu lado quando um deles bate.

A partir de quando é frota, em uma frase

A partir de 2 veículos no CNPJ já dá para fazer frota; a diferença de preço em relação a apólices separadas começa a aparecer de verdade a partir de uns 8. Cada seguradora define o seu corte: a Tokio Marine trata como frota a partir de 3 veículos, a HDI tem produto para pequenas frotas de 1 a 4 leves, e Porto e Allianz aceitam carro, moto, caminhão e semirreboque na mesma apólice. Não é um ramo à parte: é o seguro de automóvel, regido pela Circular SUSEP 639/2021, contratado pela empresa para vários veículos de uma vez.

Não existe “a” frota: existem seis, e a apólice muda em cada uma

O que a seguradora pergunta, o que exige e o que cobra depende do que a frota faz. Estas são as que chegam no balcão da corretora.

Serviços e comércioAssistência técnica, instaladora, clínica com carros de visita, loja com entrega própria, representante comercial.Na frota: Carros de passeio, caminhonetes e utilitários leves, de 2 a 20 veículos.O que muda: É a frota mais parecida com o seguro de carro comum, mas sem condutor principal: vários funcionários dirigem o mesmo veículo. A seguradora cobra por isso, e o que compensa é declarar o uso certo (visita a cliente, entrega, deslocamento de equipe) e ter regra de quem pode dirigir.Cotar esta frota →
Engenharia e construçãoConstrutora, empreiteira, pavimentadora, empresa de terraplenagem.Na frota: Caminhonetes de obra, caminhões basculantes, comboios, caminhões-pipa e veículos de apoio.O que muda: Caminhão que entra em canteiro e estrada de terra tem risco de uso que precisa constar; omitir é o motivo clássico de negativa. Máquina que não é veículo — retroescavadeira, rolo, escavadeira — não entra na frota: é seguro de equipamentos. A página de engenharia explica a divisão.Cotar esta frota →
Mercado, atacado e distribuiçãoSupermercado, distribuidora de bebidas e alimentos, atacarejo, depósito com entrega.Na frota: VUCs, caminhões 3/4 e toco, baús refrigerados, utilitários de entrega urbana.O que muda: Roda em cidade, com muitas paradas e vários motoristas: a frequência de sinistro pequeno é alta. A franquia bem escolhida pesa mais que o prêmio. Baú, refrigeração e plataforma precisam estar na importância segurada, senão a seguradora paga só o chassi.Cotar esta frota →
Transportadora e logísticaTransportadora, operador logístico, empresa com frota pesada própria.Na frota: Cavalos mecânicos, carretas, bitrens, trucks e utilitários de apoio.O que muda: A frota responde pelo veículo; a carga é outro seguro, o RCTR-C e o RC-DC, que a lei exige do transportador. Aqui entram cobertura para implemento, assistência com prancha para pesado e limites de terceiros maiores, porque acidente com carreta é acidente grande. A página de transportadoras cobre a carga.Cotar esta frota →
Produtor rural e agroFazenda, usina, cooperativa, revenda de insumos.Na frota: Caminhonetes 4x4, caminhões graneleiros e de insumo, utilitários da sede.O que muda: Pernoite em fazenda, estrada de terra e caminhonete de alto valor: é a frota que mais sente a diferença de preço entre seguradoras, porque cada uma lê o risco de roubo em MS de um jeito. Rastreador e pátio fechado contam. Trator e colheitadeira ficam no seguro de equipamentos, não aqui.Cotar esta frota →
Locadora e uso intensivoLocadora de veículos, empresa que cede carro a motorista parceiro.Na frota: Carros de passeio em volume, uso por terceiros.O que muda: Poucas seguradoras aceitam, e o preço reflete o uso por quem não é funcionário. É um risco que a corretora cota caso a caso, com análise prévia. Uso por aplicativo de transporte de passageiros não é trabalhado.Cotar esta frota →

Por que uma apólice só, e não dez seguros de carro

Uma renovação, uma fatura

Todos os veículos vencem na mesma data e são cobrados juntos. Acaba o calendário de dez renovações e o boleto perdido que deixa um carro descoberto.

Entra e sai por endosso

Comprou um veículo, vendeu outro: entra e sai da apólice por endosso, com prêmio proporcional, sem nova contratação. A frota muda, a apólice acompanha.

Sinistralidade da frota inteira

A seguradora olha o conjunto, não cada carro. Um veículo com sinistro não estraga a taxa dos outros, e um histórico bom da frota vira argumento na renovação.

Franquia e limites negociados em bloco

Com volume, a corretora negocia franquia, limite de terceiros e assistência para a frota, o que apólice individual não consegue.

Um gestor do lado da empresa

A corretora acompanha endossos, sinistros e renovação, e entrega o histórico organizado. Quem tem frota não tem tempo de ser o próprio corretor.

As coberturas, em português

Casco: colisão, incêndio, roubo e furto

O veículo em si. Indenização integral pelo valor de referência contratado na perda total e no roubo sem recuperação; reparo, menos a franquia, no dano parcial. Em frota é comum contratar por valor determinado para caminhão e implemento, e por tabela FIPE para leves.

Perda total: quanto a seguradora paga e em quanto tempo

Danos a terceiros (RCF): materiais e corporais

O que o seu veículo causa aos outros. Em frota é a cobertura que define se a empresa sobrevive a um acidente grave: caminhão envolvido em acidente com vítima gera indenização que passa fácil de R$ 500 mil. Os limites se escolhem por tipo de veículo, não um só para a frota inteira.

Danos a terceiros: quanto contratar e o que acontece quando passa do limite

Carroceria, implementos e equipamentos

Baú, graneleiro, tanque, prancha, refrigeração, guindauto, plataforma. Precisam ser declarados com valor próprio; sem isso a seguradora indeniza o chassi e o resto fica por conta da empresa. A Porto, por exemplo, oferece a cobertura como cláusula à parte do casco.

Acidentes pessoais de passageiros (APP)

Morte e invalidez por acidente de quem está dentro do veículo: motorista, ajudante, equipe deslocada. Capital por pessoa, escolhido na contratação. Não substitui o seguro de vida em grupo que a convenção coletiva pode exigir.

O DPVAT acabou: como a APP protege quem vai no veículo

Assistência 24 h dimensionada para a frota

Guincho com quilometragem adequada à rota, prancha para pesado, socorro mecânico, chaveiro, hospedagem do motorista. Os planos variam por seguradora; para frota de estrada o limite de quilômetros do guincho é o detalhe que mais importa.

Assistência 24h: o que entra no pacote

Cláusulas que entram ou saem

Vidros, carro reserva, reposição por 0 km nos primeiros meses, danos morais e estéticos, extensão de perímetro para Mercosul, veículo rebocado de terceiro. Cada uma muda o preço; a corretora monta por tipo de veículo, não por pacote.

Cobertura de vidros: para-brisa, faróis e retrovisores

Nomes e cláusulas conforme as condições gerais de cada seguradora; a lista de cláusulas opcionais da Porto está nas fontes, no fim da página.

O que a apólice de frota não cobre — e qual seguro cobre

A carga transportada. Mercadoria do cliente é RCTR-C e RC-DC, seguros à parte, obrigatórios para o transportador remunerado.

Máquinas que não são veículos automotores de via terrestre: trator, colheitadeira, retroescavadeira, empilhadeira. É seguro de equipamentos.

Uso não declarado. Caminhonete que roda em canteiro ou estrada de terra sem constar na apólice, ou veículo cedido a terceiro sem a seguradora saber.

Motorista sem habilitação adequada à categoria, ou sob efeito de álcool. A negativa é integral e vale para toda seguradora.

Transporte de passageiros por aplicativo e fretamento sem a cobertura específica.

Lucro cessante pela parada do veículo, salvo cláusula própria. A seguradora paga o conserto; o faturamento que a empresa deixou de ter, não.

Carga, máquina e gente são três seguros diferentes. A frota cuida do veículo. A mercadoria é RCTR-C e RC-DC, a retroescavadeira é seguro de equipamentos, e o motorista é vida em grupo e acidentes pessoais coletivo. A corretora monta os quatro juntos quando a empresa precisa.

O que pesa no preço de uma frota, na ordem em que pesa

FatorPor quê
Composição da frotaQuantos veículos, de que tipo e de que valor. Dez caminhonetes de R$ 250 mil são um risco; dez Fiorinos, outro. A seguradora precifica por veículo e agrega.
Histórico de sinistrosA sinistralidade dos últimos dois ou três anos é o número que mais mexe na taxa de uma frota. Frota com histórico limpo negocia; frota com muito sinistro pequeno paga em prêmio ou em franquia. É por isso que a corretora pede a apólice e os sinistros atuais antes de cotar.
Uso e região de circulaçãoEntrega urbana, estrada, canteiro de obra, fazenda, rota de fronteira. O CEP da sede conta menos do que onde os veículos de fato rodam e dormem.
Quem dirigeFrota não tem condutor principal: a apólice assume que vários dirigem. Ter política de condutores, exigir habilitação e tempo mínimo de carteira, e informar isso na cotação, reduz a taxa em várias seguradoras.
Gerenciamento de riscoRastreador, telemetria, pátio fechado, manutenção preventiva registrada. Para leves, rastreador é desconto. Para alguns modelos de caminhão, cargas e rotas, a seguradora pode exigir a instalação, embora isso já não seja tão comum.
Franquia e coberturasFranquia maior derruba o prêmio e faz sentido para frota que absorve pequeno reparo. Limite de terceiros alto sobe pouco o prêmio e é o que protege a empresa. É a conversa mais importante da cotação.Franquia: como funciona, quando você paga e como escolher

Frota não tem preço de tabela: a taxa sai da composição e do histórico de cada empresa. Por isso esta página não traz um número, e a cotação pede a apólice e os sinistros atuais.

O que ter em mãos para a cotação sair em dias, não em semanas

  • Relação dos veículos: placa ou chassi, modelo, ano e, para pesado, o implemento acoplado e seu valor.
  • Uso de cada grupo: entrega urbana, estrada, obra, fazenda, visita a cliente. E onde dormem.
  • Apólice atual, se houver, e a relação de sinistros dos últimos 2 a 3 anos, com valores. Sem isso a seguradora precifica no escuro, e o escuro custa caro.
  • Se existe rastreador, telemetria, pátio fechado e política de condutores.
  • CNPJ e atividade da empresa, porque a aceitação muda conforme o ramo.
Cotação

As perguntas do balcão, em três telas

O que a empresa faz, o que roda na frota, carroceria, rota e onde os veículos dormem. É o que define quais seguradoras aceitam a frota, e são as mesmas perguntas que a equipe faria no WhatsApp. Leva uns três minutos. A relação placa a placa e o histórico de sinistros vêm depois, na conversa.

Responder e pedir a cotação

ou chamar no WhatsApp

Usamos seu nome e WhatsApp só para responder a este pedido. Nada de lista de e-mail.

Um veículo da frota bateu: o que fazer, em ordem

Em frota quem está no local é o motorista, não o dono. O roteiro precisa estar com ele antes do acidente: no porta-luvas, no grupo da empresa, no app do gestor.

Gente primeiro, depois a via

Vítima: 192 antes de tudo. Sinalize. Nada do seguro importa mais do que isso, e é o motorista quem está lá: a empresa precisa ter orientado antes.

Motorista não assume culpa nem negocia

Nome, telefone e seguradora, e só. Acordo de beira de estrada feito pelo motorista vira passivo da empresa.

"Assume a culpa que eu pago sua franquia": o acordo que custa a indenização

Foto de tudo, antes de mover

Os veículos, a posição, as placas, os danos, o local. Em frota, vale ter o roteiro impresso no porta-luvas ou no app do gestor.

Boletim de ocorrência

Obrigatório em roubo, furto e vítima. Em MS dá para registrar pela Delegacia Virtual no mesmo dia. Sem B.O. não há indenização de roubo.

Avise a corretora, não só a seguradora

A gente abre o sinistro, acompanha a vistoria, confere orçamento e briga por prazo. Em frota, ainda cuidamos de o veículo reserva ou substituto entrar enquanto o outro está parado.

Carro reserva no seguro: como funciona

Registre o sinistro no histórico da frota

Data, veículo, motorista, causa, custo. É o que vai permitir negociar a próxima renovação com número na mão e identificar motorista ou rota que concentra problema.

Seguradoras em que cotamos frota
Bradesco Seguros
Allianz
Porto Seguro
Tokio Marine
HDI
Mapfre
Zurich

Perguntas de quem tem frota

Depende da seguradora. A Tokio Marine trata como frota a partir de 3 veículos; a HDI tem um produto para pequenas frotas de 1 a 4 veículos leves e outro sem limite; Porto e Allianz aceitam carros, motos, caminhões e semirreboques na mesma apólice. Na prática da corretora, a partir de 2 veículos no CNPJ já dá para fazer frota: a apólice única traz uma renovação só, endosso para entrada e saída de veículo e negociação de franquia em bloco. A diferença de preço em relação a apólices separadas começa a aparecer de verdade a partir de uns 8 veículos. Com um veículo só, o seguro é o de auto comum em nome da empresa.

Ver todas as dúvidas respondidas →

Quem responde por este seguro

Conteúdo revisado por Ian Chiare Teixeira, corretor responsável técnico (SUSEP 202030976) · atualizado em

IC
Ian Chiare Teixeira
Corretor Responsável Técnico

Responsável técnico pela operação da corretora. É quem responde tecnicamente pelas apólices intermediadas pela Chiare & Mendes.

Registro SUSEP202030976
CNPJ37.063.239/0001-10
Corretora desde5 de maio de 2020
SedeR. Hilda Bergo Duarte, 850 – sala 02
Vila Planalto · Dourados/MS

Corretora de seguros é atividade regulada pela SUSEP. Você pode consultar o registro no site da Superintendência de Seguros Privados. As condições, os limites e as exclusões de cada cobertura constam nas condições gerais da apólice.