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Seguro rural e agrícola

Qual a diferença entre custeio e faturamento?

No custeio, o que está garantido é o valor investido na lavoura: semente, adubo, defensivo, operação. Se a produtividade cai abaixo do nível contratado, a indenização repõe até esse custo. No faturamento, o parâmetro é a receita esperada — produtividade vezes preço — então a apólice responde também a uma queda de preço. Faturamento custa mais, nem toda seguradora oferece para toda cultura, e em soja é menos comum que custeio.

Esta resposta faz parte da página de Seguro agrícola, onde estão as coberturas, o que não cobre e como contratar.

Outras dúvidas sobre seguro rural e agrícola

O seguro rural cobre qualquer perda na fazenda?

Não. "Seguro rural" é um nome guarda-chuva para modalidades separadas: agrícola (a lavoura), máquinas, penhor rural, benfeitorias, pecuário e vida do produtor. Cada uma tem apólice própria, lista própria de riscos cobertos e exclusões próprias. Quem tem lavoura financiada, colheitadeira e silo precisa de três apólices, não de uma — e é comum descobrir isso no sinistro.

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Preciso de seguro para pegar crédito rural?

Na prática, sim. Para custeio de lavoura, os bancos que atendem a região costumam obrigar o seguro agrícola da própria lavoura. Para financiamento de máquina ou benfeitoria, pedem o penhor rural sobre o bem. E quase todo contrato de crédito rural exige também o seguro de vida do tomador. O que cada banco pede está no contrato — vale ler antes de assinar, porque a exigência muda a modalidade que você contrata.

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Quando devo contratar o seguro da lavoura?

Antes do plantio, e dentro da janela do Zarc do seu município. Com a lavoura já no campo a seguradora não aceita, ou aceita com restrição. Em Mato Grosso do Sul, soja se contrata entre agosto e outubro; milho safrinha, entre dezembro e fevereiro. Quem deixa para depois perde a safra e a subvenção junto.

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Como funciona a subvenção do governo (PSR)?

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural paga parte do prêmio da apólice com recurso federal — historicamente entre 20% e 40%, conforme a cultura e o ano. O produtor não pede nada ao governo: a seguradora habilitada submete a apólice, e a subvenção vem descontada. Já fechamos apólices assim. O que ninguém controla é o prazo de liberação nem se a verba do ano ainda existe quando a sua apólice chega.

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Máquina agrícola entra no seguro rural?

Entra em apólice própria, de máquinas e equipamentos. Colheitadeira, trator, plantadeira, pulverizador e pivô de irrigação são cotados separado da lavoura, com coberturas de incêndio, tombamento, colisão, roubo, vendaval e raio. Faz sentido contratar junto do agrícola, e a gente cota nas mesmas seguradoras — mas são contratos diferentes, com sinistros diferentes.

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Dá para segurar o rebanho?

Dá, no seguro pecuário, a partir de 10 cabeças de bovinos. Cobre morte por acidente, doença não epidêmica, raio, picada de cobra e complicações de parto, conforme a apólice. A taxa depende do histórico de mortalidade da propriedade, da raça e do sistema de criação — quanto melhor a gestão, melhor a condição. É a modalidade com mais variação entre seguradoras.

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Quem responde por estas respostas

IC
Ian Chiare Teixeira
Corretor Responsável Técnico

Responsável técnico pela operação da corretora. É quem responde tecnicamente pelas apólices intermediadas pela Chiare & Mendes.

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Corretora de seguros é atividade regulada pela SUSEP. Você pode consultar o registro no site da Superintendência de Seguros Privados. As condições, os limites e as exclusões de cada cobertura constam nas condições gerais da apólice.